“O importante é sermos cada vez melhores profissionais e verdadeiros colegas”

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Numa viagem ao passado, João e Rui Pereira falam-nos da ótica que criaram há 60 anos na sua terra natal, ao mesmo tempo que nos fazem recordar parte da história do setor. Pai e filho, e companheiros de profissão, admitem que o caminho nem sempre foi fácil, mas, “contra ventos e marés” e munidos das ferramentas certas, a Óptica S.Vicente – Covilhã está cá para ficar.

A Óptica S.Vicente – Covilhã celebra 60 anos. Que momentos recordam da vossa história?

João Pereira: Há seis décadas, e depois de ter estado durante quatro anos em Lisboa, em formação contínua na área da ótica, iniciei na Covilhã, cidade de onde sou oriundo e sempre vivi, a minha atividade como ótico. Como historial destes longos, mas profícuos 60 anos, devo e quero recordar a persistente e sincera amizade criada e mantida entre praticamente todos os óticos dessa data, que sob a bandeira da nossa organização, o então Grémio Nacional dos Comerciantes de Artigos de Óptica e, posteriormente, por imperativo legal, transformado em Associação Nacional dos Ópticos, tudo fizemos em prol desse reconhecimento. Muitos bons óticos, alguns já não estão presentes entre nós e a quem presto uma sentida homenagem, senhores colegas estes com quem tive o privilégio de contactar e adquirir enormíssimos conhecimentos. A todos eles serei eternamente grato.

Como é gerir um negócio com seis décadas de existência?

JP: Para análise da forma como gerir um negócio de 60 anos, implica fazer uma retrospetiva e assim relembrar como as coisas se passavam. Na altura, montar óculos implicava o que atualmente se poderia apelidar de verdadeiro artesanato, exigindo grande mestria e delicadeza na montagem das lentes. Tudo isso requerendo um cuidado extremo, mas que nos dava um enorme prazer. Era o que acontecia na altura, sobretudo em óticas pequenas, e tínhamos de estar absolutamente capazes para ir resolvendo artesanalmente todas as situações que nos apresentavam. Todas, ou quase todas, essas formas de atuação foram caindo em desuso com o tempo, mas no meu caso particular confesso que ainda sinto enorme prazer em utilizar essa forma antiga de trabalho. Hoje em dia, para se ter e manter um verdadeiro estabelecimento de ótica, implica verdadeiros laboratórios, o que exigiu de muitos de nós e, no meu caso especificamente, um grande esforço em acompanhar a técnica.

Assim, como principais objetivos para o futuro, e tendo a idade como limitador de grandes voos, é poder munir de ferramentas os nossos seguidores, sejam eles filhos ou outros descendentes. No meu caso, os dois filhos com a devida licenciatura que na ótica estão praticamente desde sempre, terão o dever de determinar esses objetivos.

Que mensagem gostariam de deixar a todos os nossos leitores, vossos colegas de profissão?

Rui Pereira: O importante é serem cada vez melhores profissionais e verdadeiros colegas, para que a nossa profissão continue a ser devidamente aceite e respeitada.

Leia a entrevista completa na ÓpticaPro 228.

30 Maio 2022
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