“Ainda não há o hábito de fazerem rastreios visuais às crianças”

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Para a ortoptista Gracinda Alves, da clínica Kids & Teens, em Lisboa, é fundamental alterar mentalidades, lançando um alerta: pais e pediatras têm a responsabilidade de recomendar rastreios visuais às crianças, por uma melhor aprendizagem e bem-estar. 

Ao nível da oftalmologia, que respostas dão na Kids & Teens?

Gracinda Alves: Estamos aqui há cerca de três anos e a nossa ideia é que nesta clínica, apesar de ser direcionada só para crianças, se tratem igualmente adultos. Do ponto de vista do grupo clínico desta especialidade, já estamos juntos há mais de 20 anos e nos sítios onde estivemos funcionou sempre como um consultório normal, desde tratamentos, exames e cirurgias. Da minha parte, na especialidade de estrabismo, faço as avaliações de ortóptica. Caso seja necessário, também a parte terapêutica.

Em relação aos equipamentos que aqui têm, diria que são de primeira linha, adequados às vossas necessidades?

GA: Temos os equipamentos habituais nas consultas – refratómetro, apoio muito grande ao nível da refração; tonómetro, para medição da tensão ocular; biómetro ecógrafo, para situações de doentes que queiram fazer uma cirurgia de cataratas; na parte do estrabismo, temos todo o material necessário para uma avaliação de ortóptica e respetivos tratamentos.

Como avalia, de uma forma geral, os olhos das crianças que aqui vêm?

GA: Ainda não há o hábito de fazerem o rastreio visual às crianças. Os pais ainda não têm esse hábito, tal como os pediatras também não têm o hábito de os recomendar.

20 Janeiro 2020
Entrevistas

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