APLO indignada com “pressões” dos oftalmologistas

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A Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO), que representa mais de 1.200 optometristas, está indignada com as pressões que estão a ser conduzidas pela Associação COESO que será formalmente apresentada hoje no 62º Congresso da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO), para o afastamento dos optometristas dos cuidados de saúde em Portugal.

A APLO esclarece, em resposta às acusações proferidas, que “a Direção-Geral do Ensino Superior classifica os planos de estudos universitários de optometria exatamente na área da saúde e que os mesmos estão acreditados pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior. A sua formação é feita na mesma Faculdade de Ciências de Saúde da Universidade da Beira Interior e com a cooperação da Escola de Medicina da Universidade do Minho que formam médicos deste país. A APLO é constituída exclusivamente por licenciados de optometria, sendo que mais de 80% possuem doutoramento, mestrado (5 anos) ou licenciatura (4 anos e meio) com estágio profissional incluído, como mínimo, à semelhança de esmagadora maioria dos países europeus e mais avançados no mundo”.

Raúl de Sousa, presidente da APLO, acrescenta que “os optometristas são especialista da visão e esta designação nunca foi um termo usado exclusivamente por médicos. Aliás, a sua formação específica em erros refrativos e síndromes de visão binocular é substancialmente mais profunda e completa. A profissão de optometrista é uma das profissões mais valorizadas no mundo e existe há mais de 200 anos. É falso e calunioso dizer que somos uma ameaça à saúde ocular dos portugueses, quando, na verdade, a existência dos optometristas é defendida pela Organização Mundial de Saúde e pela Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira como uma solução para resolver o problema crónico na lista de espera de oftalmologia e para melhorar o acesso de todos os portugueses aos cuidados necessários para a saúde da visão”.

5 Dezembro 2019
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