“Alain Afflelou veio para ficar”

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ÓpticaPro: Como surgiu a vontade de aderir à rede Alain Afflelou?

Luís Velez: Trata-se de um grupo internacional de renome, já com 30 anos de experiência em óptica e que cresce todos os dias a uma velocidade alucinante. A análise cuidada do mercado e dos consumidores, a criação de conceitos novos e a aposta na gestão, formação e comunicação constituem a base da empresa, uma filosofia de trabalho que aprecio e reproduzo com todo o gosto. O ‘franchising’ Alain Afflelou veio para ficar em Portugal. Abrir tantas ópticas em tão pouco tempo revela, de facto, a potência do grupo.


 


OP: De que modo aplica os conceitos defendidos pelo grupo?


LV: Apostamos em todos os parâmetros que referi anteriormente. Através da filosofia Alain Afflelou, conseguimos uma organização optimizada, uma gestão planificada e uma simplificação da comunicação incrível. Além disso, a aposta por parte do grupo no profissionalismo dos funcionários é algo indiscutível. Aplico, de facto, todos estes conceitos e o ‘feedback’ dos consumidores tem sido fantástico.


 


OP: E de que forma distingue a sua óptica perante a concorrência?


LV: A grande diferença é pertencer à Alain Afflelou. Ao longo dos tempos, o grupo aprendeu a conhecer profundamente os consumidores, o que levou ao surgimento de conceitos inovadores e colecções exclusivas que tiveram sempre uma aceitação magnífica por parte do público. Este facto permite-nos obter uma distinção relativamente à oferta mais clássica da concorrência e uma maior fidelização dos clientes.


 


OP: De que modo viveu as mudanças profundas do sector óptico?


LV: Os grandes grupos estão a “invadir” o nosso país desde há algum tempo para cá. Com o acréscimo da concorrência, tivemos que nos tornar mais competitivos e arranjar mecanismos de defesa. Para isso, e como forma de se protegerem, os ópticos tradicionais deveriam agregar-se a esses “gigantes” do mercado, nomeadamente a Alain Afflelou. Neste sentido, a conversão da óptica tradicional num espaço novo, mas ligado a um grande grupo, é extremamente vantajosa.


 


OP: Como descreve o seu percurso na óptica?


LV: Estou ligado à óptica praticamente desde que nasci. Tudo começou há cerca de 40 anos pelas mãos da minha mãe, Rosa Nabais. Criou um espaço familiar em Portalegre que ainda hoje se mantém. Os filhos seguiram o conceito da Rosa Óptica até à formação de uma nova empresa sob a alçada da rede Alain Afflelou, em Castelo Branco. A 29 de Outubro de 2008, inaugurámos assim a loja número quatro do grupo internacional em território português. Entretanto, a loja inicial de Portalegre também foi convertida em Alain Afflelou e abrimos uma nova em Santarém. Até ao final do ano, prevemos a inauguração de uma outra franquia do grupo francês em Lisboa.


 


OP: O que o levou a abrir a primeira Alain Afflelou em Castelo Branco?


LV: Principalmente pelos traços de desenvolvimento que a cidade apresenta. Nos últimos anos, Castelo Branco cresceu imenso, quer em termos de indústria, quer em relação ao comércio, tornando-se num pólo bastante atractivo para qualquer tipo de negócio.


 


OP: A sua loja está sedeada numa zona de grande movimento. Este facto advém também de uma das estratégias defendidas pelo grupo…


LV: Exactamente, a empresa Alain Afflelou implanta-se sempre nas principais cidades, em zonas comerciais centrais e de grande dinamismo. Daí a nossa localização estratégica na Avenida 1º de Maio, uma das artérias albicastrenses mais movimentadas.


 


OP: Como encara o futuro do sector?


LV: Penso que, mais cedo ou mais tarde, estaremos todos inseridos nos grandes grupos. O óptico pequeno tem tendência a acabar, pelas dificuldades crescentes do mercado. Existe a necessidade de modernização e inovação para se vencer no universo do comércio.


 


OP: E em relação à sua óptica, quais os projectos a apontar?


LV: No nosso caso particular, queremos tornar-nos ainda mais competitivos e profissionais, apostando sempre na formação. Além disso, pretendemos abrir mais espaços franquiados em outras cidades, já que o mesmo óptico consegue gerir facilmente vários espaços em simultâneo, graças ao apoio proporcionado pelo grupo Alain Afflelou.

24 Dezembro 2009
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