“Negócio” da prescrição de óculos está em extinção?

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Segundo um artigo publicado na Forbes, assinado por Richard Kestenbaum (co-fundador e sócio da Triangle Capital LLC, empresa especialista em fusões, aquisições e aumento de capital em negócios relacionados com o consumidor), a resposta é sim. O texto foi publicado a 15 de dezembro de 2019, antes da pandemia Covid-19 eclodir no mundo, mas talvez faça mais sentido agora, pelas mudanças que se impõem. Leia parte do artigo aqui:

O negócio dos óculos está próximo da extinção e quase ninguém está pronto para isso

O “negócio” da prescrição de óculos tem a mesma estrutura há muito tempo. O paciente consulta um oftalmologista ou um optometrista para fazer o exame de refração e compra os óculos numa ótica. Várias empresas estão a vender óculos graduados online, mas é um mercado limitado, uma vez que é necessário realizar os exames e só é possível fazê-los num gabinete de optometria ou num consultório médico.

Muita coisa vai mudar. É difícil dizer exatamente quando, pois isso depende da Food and Drug Administration (FDA), mas a mudança está a chegar. Esta mudança é impulsionada por avanços noutra área, a telemedicina, tratando pacientes remotamente ou eletronicamente. Será possível realizar exames de refração a partir de casa, usando um smartphone, laptop ou possivelmente ambos. Mais importante, provavelmente terá o mesmo custo ou será mais barato do que ir a uma ótica ou a um médico para fazê-lo. Várias empresas estão a trabalhar no desenvolvimento de uma versão “caseira” do exame e outras tentam obter aprovação junto da FDA para venda aos consumidores.

Os players estabelecidos no mercado lutam contra esta mudança; dizem que nunca será permitido fazer exames refrativos em casa. Entre os seus argumentos está o facto de que, quando um paciente vai ao consultório médico, recebe também informações sobre outras doenças oculares graves, como o glaucoma, e muita prevenção acontece após esses testes. A indústria diz que se os consumidores fizerem testes à visão em casa, perderão outros cuidados oftalmológicos que podem ajudá-los a evitar doenças oculares mais graves. Os defensores da refração online respondem afirmando que continuarão a alertar os consumidores para procurarem o médico nesses casos.

E quem ganhará e perderá com esta mudança, pergunta o autor? Segundo Richard Kestenbaum, quem ganha são as empresas que vendem óculos de prescrição online e, claro, os consumidores que preferem o comodismo. Na lista dos “perdedores” estão as grandes cadeias de eyewear, os proprietários de óticas, os optometristas e os médicos oftalmologistas, entre outros. Acrescenta que as lojas de óculos de luxo continuarão a existir em qualquer um dos cenários, pois “vendem” prestígio. E vai demorar muito tempo até que a tecnologia substitua isso.

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21 Maio 2020
ÓculosOpinião

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