Contração de 5,6% no mercado Ibérico

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Segundo um estudo da Informa D&B, a procura de artigos ópticos em Portugal e Espanha está em trajetória descendente desde 2008, provocando uma debilidade no consumo privado e uma tendência cada vez mais notável da descida dos preços.

O documento, intitulado ‘Setores Portugal’, revela que após uma descida de 7,4% registada em 2012, o ano passado apresentou uma contração de 5,6%, com uma faturação de 765 milhões de euros no mercado ibérico. Portugal registou uma faturação negativa de 6,3%, algo como 150 milhões.

Espanha, por outro lado, apresentou uma queda de 5,4%, valor que corresponde a 650 milhões de euros em vendas.

Como razões, o estudo aponta a conjuntura económica negativa e o abrandamento do consumo das famílias.

A solução para os profissionais da óptica está num serviço de qualidade, com prioridade no cliente.

Rui Amaral, da Bausch+Lomb, em declarações ao ÓpticaPro considerou que “o mercado da óptica está em mudança e adapta-se a novos hábitos de consumo dos clientes, à nova tipologia de consumidor, que são quem confirma as tendências positivas do mercado”.

Já Rui Borges, da GrandVision, entende que o sucesso se justifica com “muito trabalho, seriedade da aproximação ao mercado e aos clientes em particular”, especialmente quando “houve um ajustamento do mercado para valores mais alinhados com o potencial de compra do consumidor português”.

David Pellicer, da Etnia Barcelona, explica que “hoje em dia vendem-se mais óculos que há cinco anos atrás e, daqui a cinco anos, ainda se vão vender mais óculos”.

Pondera que é nos tempos de crise que “surgem oportunidades de se apresentar novas ideias e simplesmente trabalhar mais arduamente, como também estar mais predisposto a seguir novos caminhos”.

Por outro lado, Tiago Alves, da óptica Olhar de Prata, interpreta que houve “um crescimento de oferta. As ópticas juntam-se a grandes grupos, pois apostam fortemente na comunicação, que é uma mais-valia que não está ao alcance das ópticas independentes”, no entanto surge depois uma “banalização de preços que só os grandes grupos podem praticar, o que obrigará as ópticas independentes a aderirem ou a diferenciarem-se dos mesmos”.

Saiba mais sobre este tema na próxima ÓpticaPro.

12 Fevereiro 2014
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