Visão em 3D e com profundidade

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Bruce Bridgeman, da Califórnia, não tinha visão em profundidade devido ao estrabismo. Um problema que o afetava desde criança mas que em fevereiro e, aos 67 anos, depois de ver um filme em 3D ficou “curado”.

O californiano, neurocientista, nunca tinha conseguido ver o mundo a três dimensões e com profundidade, como o comum do mortais, devido ao problema de estrabismo que o afetava desde a infância e foi aparentemente curado pelo génio de Martin Scorcese e o filme “Hugo”, em 3D.

A falta de profundidade é vulgarmente conhecida por “stereoblindness”, ou seja, o cérebro não envia as imagens ligeiramente diferentes para cada olho cuja combinação torna possível que os humanos tenham visão em profundidade.

A limitação não impediu Bruce Bridgeman de ir ao cinema, com a esposa, e nos primeiros minutos do filme começar a distinguir as diferenças de profundidade, uma situação que, desde fevereiro, se mantém inalterável.

“Quando pagámos pelos óculos 3D achei um desperdício porque comigo não faria qualquer diferença”, revela mas o fenómeno, que causou surpresa, não se limitou à sala de cinema e Bruce Bridgeman acrescenta, “fiquei espantado ao ver um candeeiro sobressair em relação ao fundo. Árvores, carros e até pessoas estavam mais vívidas do que em qualquer outra vez”.

O “milagre” ficou conhecido porque o neurocientista escreveu a um colega de profissão o que lhe tinha acontecido para que este publicasse o sucedido no seu blogue. Na mesma missiva descreve que a visão tem evoluído e chegou a um nível considerado normal.

As teorias são várias e céticas também mas, depois de inúmeros tratamentos falhados, os estímulos constantes do filme, realizado em 3D de raiz, podem ter sido suficientes para a cura de Bruce Bridgeman, cujo cérebro já devia estar preparado para esta realidade.

14 Agosto 2012
Atualidade

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