O que se procura na óptica?

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Com o ‘boom’ das ópticas nos anos ’80 e o surgimento dos grandes grupos, os profissionais sentiram necessidade de inovar e atrair o consumidor ao seu estabelecimento. Face à crescente concorrência no mercado, o serviço tornou-se numa das ferramentas mais importantes para “agarrar” os clientes e realizar o trabalho com eficiência e qualidade revela-se o segredo para que eles regressem.

Para isso, saber o que os consumidores procuram e aquilo que os satisfaz é essencial e conduz o quotidiano laboral do óptico. Como apoio aos nossos leitores, a revista já indagou junto dos consumidores finais quais as suas solicitações nas lojas de óculos. O preço surgiu, entre outras razões, como agente provocador de interesse, mas para o comprador português, a saúde continua a justificar gastos maiores. É aí que reside o maior investimento, nas armações de prescrição.

 

Opiniões

A ÓpticaPro foi então à procura da verdade junto dos ópticos. Entre a panóplia de produtos e serviços existentes nestes espaços comerciais, a aquisição de óculos de prescrição venceu o “globo de ouro”. “O receituário comanda as nossas vendas”, refere Fernando Cunha, da Óptica do Bolhão, localizada no Porto.

Também José Manuel, proprietário da Óptica Lisboa, em Baguim do Monte, e Luís Bernardo, da Óptica Bombarral, revelam que os óculos sujeitos a receita médica são os materiais que as pessoas mais procuram nos seus estabelecimentos.

“Vendemos de modo equilibrado os diferentes produtos, relacionadas com as várias necessidades visuais. No entanto, devo admitir que os óculos de prescrição requisitam-se muito mais”, esclarece Luís Bernardo. José Manuel acrescenta que, “apesar de algumas pessoas realizarem consultas de optometria, a maioria traz já a receita consigo. A venda de óculos de correcção impera na actividade diária da Óptica Lisboa”.

Rodolfo Lemos, da Trilhocular em Albergaria-a-Velha, diz que “a par da compra de óculos e lentes, as consultas de optometria são muito requisitadas na loja. As pessoas têm tendência a querer o serviço completo”. O colega João Carvalho, proprietário da Optivedras, corrobora e aponta “as consultas visuais como o serviço mais procurado pelos clientes”.

Segundo os dados apurados no ‘site’ da ÓpticaPro, através do inquérito realizado, 40 por cento dos internautas dirige-se a uma óptica para adquirir lentes, enquanto 20 por cento procura óculos e outros 20 ambiciona consultas de optometria. Além disso, um ponto que nenhum dos ópticos inquiridos frisou prende-se com a reparação de armações. Na página de internet, este serviço abrange 20 por cento das escolhas.

 

A saúde como prioridade

Após ter auscultado os intervenientes que estão no terreno todos os dias e com base nos resultados obtidos via ‘online’, a ÓpticaPro confirma que a óptica, além de constituir um espaço comercial, está intrinsecamente ligada à saúde.

Comprar óculos de prescrição, lentes, adaptar lentes de contacto ou simplesmente realizar consultas de optometria, constituem-se como alguns dos produtos e serviços disponíveis neste espaço.

“Quanto aos óculos de sol, a contrafacção crescente mudou o panorama e causou um declínio na venda deste produto”, esclarece Fernando Cunha. Posto isto, mais do que uma superfície de negócio ou mesmo moda, a óptica institui-se na realidade como um local onde a perfeição da visão regula o desenvolvimento de todo o trabalho.

9 Fevereiro 2010
Atualidade

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