Opticalia ABC da Óptica, uma visão com propósito  

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Num setor historicamente dividido entre a lógica clínica e a pressão comercial, há quem esteja a traçar um caminho diferente. A Opticalia ABC da Óptica nasceu da escolha consciente de não ir onde havia mais mercado, mas onde havia mais necessidade. Sediada na Sertã – e com lojas também em Ansião, Figueiró dos Vinhos e Oleiros -, a ótica fundada por Jane e João Ferreira foi construída sobre uma premissa simples: as pessoas antes dos números.  

A ÓpticaPro quis conhecer esta história de um sonho construído a dois, com experiência, coragem e uma vontade genuína de servir a comunidade com proximidade, verdade e dedicação. “A Opticalia ABC da Óptica nasce do sonho de um casal jovem, com experiência no ramo ótico, mas acima de tudo com uma enorme vontade de construir algo com propósito, identidade e proximidade humana. Já conhecíamos o setor, conhecíamos as dificuldades, as necessidades das pessoas e também aquilo que muitas vezes faltava no mercado: tempo para ouvir, acompanhamento verdadeiro e uma relação de confiança. Quando decidimos avançar, o nosso primeiro critério nunca foi: Onde existe mais dinheiro? Mas sim: Onde é que as pessoas realmente precisam dos nossos serviços? E foi assim que encontrámos a Sertã, uma vila extremamente acolhedora, humana e próxima, onde sentimos desde o primeiro momento que podíamos fazer a diferença. Foi aí que tudo começou. Mais do que abrir uma ótica, queríamos criar um espaço onde as pessoas se sentissem acompanhadas, respeitadas e valorizadas. E acreditamos que talvez tenha sido exatamente isso que fez a Opticalia ABC da Óptica crescer: nunca vimos clientes apenas como números, mas como pessoas com histórias, necessidades e confiança depositada em nós”. 

Jane e João, olhando para o vosso percurso, que momentos foram verdadeiramente decisivos para a consolidação da Opticalia ABC da Óptica no mercado? 

Houve vários momentos importantes, mas os mais decisivos foram os mais difíceis. Os períodos de maior pressão ensinaram-nos a profissionalizar processos, a investir em formação contínua e a deixar de gerir apenas “o dia a dia”. Passámos a construir cultura, equipa e visão estratégica. Outro ponto decisivo foi percebermos que não podíamos competir apenas por preço. O mercado está cheio de campanhas. O que falta é critério, acompanhamento e experiência real. Também houve uma mudança muito forte quando começámos a comunicar de forma mais humana e emocional nas redes sociais. As pessoas deixaram de ver apenas uma ótica e começaram a sentir uma marca próxima delas. E, claro, o investimento constante em tecnologia, formação executiva e valorização da equipa foi determinante. Hoje percebemos que empresas fortes não se constroem só com vendas. Constroem-se com mentalidade. 

Como descreveriam a vossa identidade enquanto ótica: mais clínica, mais comercial ou um equilíbrio consciente entre ambas? 

Sem dúvida um equilíbrio consciente. A ótica não pode perder o lado clínico, porque estamos a falar de saúde visual e qualidade de vida. Mas também não podemos ignorar a experiência, a imagem e o lado humano da escolha de uns óculos. O problema do setor durante muitos anos foi criar uma guerra entre “ser comercial” e “ser clínico”. Nós acreditamos que uma ótica moderna precisa das duas competências bem integradas. Um cliente pode entrar por estética, mas fica pela confiança. E essa confiança nasce quando existe conhecimento técnico, honestidade, personalização e acompanhamento verdadeiro.

Leia a entrevista completa na ÓpticaPro 277.

17 Junho 2026
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