ÓpticaPro 281 já disponível
A ÓpticaPro 281, que destaca na capa os grupos de ótica em Portugal, com foco no ano de 2025, já está disponível.
Até ao fecho desta edição, os resultados de 2025 ainda não estavam disponíveis, mas tudo indica que o setor ótico português iniciou o ano como um mercado maduro e longe de estar estagnado. As vendas a retalho de produtos óticos atingiram cerca de 780 milhões de euros em 2023 e, segundo a Informa D&B, deverão ter ultrapassado os 800 milhões em 2024, o que corresponde a um crescimento de aproximadamente 4%.
A rede de pontos de venda voltou a engrossar. De acordo com a Informa D&B, em maio de 2025 operavam em Portugal 2.290 óticas, mais de metade concentradas nos distritos de Lisboa, Porto, Braga e Aveiro. Em maio de 2019, o mesmo estudo contabilizava 1.845, o que significa mais de 400 estabelecimentos em seis anos. Como já se notava em anteriores edições do Top 300 da ÓpticaPro, este aumento do número de óticas contrasta com a diminuição da população, o que se traduz em maior concorrência pelo mesmo mercado. É neste contexto que a concentração em grupos ganha novo fôlego.
Do lado dos desafios, os vários testemunhos recolhidos partilham o diagnóstico. Os custos com recursos humanos continuam a subir, pressionados pela escassez de profissionais qualificados, e a gestão de margens é um exercício cada vez mais exigente. Persiste também a reivindicação de longa data de regulamentação do retalho de ótica e da optometria, para garantir um mercado mais leal e transparente. Como fator de estímulo, o segmento infantil tem merecido atenção crescente, em grande medida por causa da forte aposta dos fornecedores de lentes no controlo da miopia. É uma área em que a competência clínica e o acompanhamento contínuo fazem a diferença, e onde a ótica pode afirmar o seu importante papel na saúde visual.
2025 confirmou então o retrato de um setor em transformação, no qual a escala, a tecnologia e a valorização do ato optométrico serão decisivas para quem quiser crescer num mercado cada vez mais denso. Para 2026 e 2027, as prioridades repetem-se: alargar as redes, reforçar marcas próprias e formação, investir em digitalização e manter a proximidade.
Isto e muito mais na sua revista alusiva ao mês de outubro.
29 Outubro 2026
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