“A UDM é, na verdade, um projeto que cresceu connosco”

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A marca italiana Unique Design Milan, fundada por dois amigos durante o período universitário, está em processo de internacionalização. Com a representação em Portugal a cargo de Mario Torre e Rui Lopez, a sua presença no mercado português está a crescer de forma sustentada, de acordo com a sua premissa de qualidade superior, produtos feitos exclusivamente à mão. A ÓpticaPro aproveitou a primeira visita dos dois criadores da UDM a Lisboa – Stefano Romanelli e Mattia Colleoni, para perceber os seus objetivos de expansão da marca.

Stefano, como define a filosofia da UDM?

Stefano Romanelli: A UDM é, na verdade, um projeto que cresceu connosco. Tem vindo a mudar e a crescer gradualmente, bem como a coleção, da forma que nós também crescemos. A coleção é baseada nas viagens que fazemos, nas pessoas novas que conhecemos.

Teremos então uma nova coleção inspirada em Lisboa e nos lisboetas?

SR: Sim, é possível. Adoramos a luz, as cores, a localização perfeita. A última coleção é inspirada no sol, numa viagem recente do Mattia ao Canadá, apaixonou-se por uma história de Moonshine Runners, das suas destilarias, pelo que o nome dos modelos é inspirado em whisky. Cada coleção tem uma história. A última coleção chama-se “Summer hits”, todos os nomes são relacionados com o verão. Tentamos que na UDM, quando se juntam a nós, se identifiquem com a marca e comprem a forma como somos e vivemos. Claro que o nosso trabalho mudará conforme envelhecermos, refletindo a nossa forma de pensar e estar na vida.

Como surgiu o projeto UDM?

SR: A UDM tem cinco anos. Nos primeiros anos estudamos muito o produto em si, tentamos perceber as necessidades do consumidor, porque é muito difícil introduzir uma nova marca no mercado. A competição é muito elevada e, sendo os nossos produtos de qualidade elevada, totalmente fabricada em Itália, tivemos de encontrar a posição perfeita para conseguir implementar o nosso trabalho e a nossa própria história.

E como se tem processado a internacionalização da marca?

SR: Com o Mario, conseguimos encontrar o caminho certo para desenvolver a nossa presença e tentar entrar nos mercados que nos façam crescer e promover o estilo italiano. Temos um forte sentido de moda. Na Alemanha preferem um estilo clássico e temos de nos adaptar para promover a nossa coleção.

Qual a vossa opinião sobre o consumidor português?

MT: É muito similar ao italiano, se bem que as lojas são o espelho do consumidor final. O Stefano e o Mattia estão em Portugal pela primeira vez e o que temos procurado é visitar óticas por forma a dar a conhecer o seu trabalho. O nível que encontraram aqui em Portugal é muito alto. Sei por experiência própria que o nível do mercado ótico português é acima da média.

Mattia, onde vai buscar a inspiração para desenhar as novas coleções da UDM?

Mattia Colleoni: É muito fácil para mim responder a essa pergunta, porque tal como o Stefano já partilhou a importância das viagens que fazemos ao longo dos anos, as minhas raízes são fundamentais para o meu trabalho. Todo o feedback que vou recebendo, uso-o nos próximos produtos, de acordo com as expetativas dos nossos clientes e de acordo com a minha própria visão e gosto. Claro que há estudos em que me baseio de acordo com a história e as próprias cores, a outra parte é a técnica. Lisboa é única pela sua ligação ao rio e pela luz. Foi a primeira vez, mas espero voltar com mais tempo.

Os óculos são mais dirigidos ao mercado feminino, ou masculino?

MT: Em Portugal mais vocacionados para as mulheres, os tamanhos são mais pequenos que noutros países europeus, mas no geral é dirigido para ambos os géneros.

Entrevista completa na Revista ÓpticaPro 221.

17 Novembro 2021
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