Jorge Rubio em entrevista

Imagem da notícia: Jorge Rubio em entrevista

Em 2021, a Cecop cumpriu 25 anos de existência com um balanço muito positivo: mais de 4.500 ópticos associados e contamos com a nossa presença em 10 países. Por esse motivo, Jorge Rubio, fundador e CEO desta companhia, tem motivos para se sentir satisfeito. Sem trabalho não vem sucesso: atualmente, para além das tarefas de gestão da estratégia da empresa, Jorge Rubio está diretamente envolvido no desenvolvimento de projetos que impulsionem e façam crescer a empresa. Também tem experiência como Business Angel, em diferentes startups tecnológicas.

De que forma um engenheiro de telecomunicações acaba a trabalhar no setor da ótica? Coincidência ou trabalho árduo?

Bem, eu diria que me aproximei do mundo da ótica por amor. A minha mulher trabalha na área da ótica e é ela que vem desse setor. Eu quis ajudar no seu início, e procurei melhorar as condições de compra de outros amigos que trabalham nesta área. Uma coisa levou à outra e desde então já passaram 26 anos.

Desde esse período mais atribulado e incerto, até esta Cecop vigorosa e sólida, é verdade que já passaram 26 anos?

Sim, estou satisfeito com a trajetória que estamos a levar. Sem dúvida. Quando olho para trás e faço um balanço, penso logo numa coisa: seguir com o que temos, consolidar e avançar. Com a presença em mais países (agora estamos em 10), com mais associados: atualmente temos mais de 7.000 com inovação e desenvolvimento.

Como nasce a ideia, como surge um conceito como o da Cecop – intuição, informação, acaso? A estrutura da sua empresa é complexa. O que propõe aos óticos é brilhante, atrativo e convincente. Conhecia o setor, os seus pontos fortes, as suas fraquezas tão bem que poderia fazer uma oferta à sua medida?

A ideia não nasce, vem do acompanhamento que é feito com outros colegas oculistas. Eu sabia-o por dentro, como disse antes, e agora sei-o muito melhor porque a chave para a Cecop é o tratamento direto e personalizado com cada um dos nossos associados. Ouvindo as suas perspetivas e necessidades, oferecendo soluções.

O que destacaria como principais elementos diferenciadores da Cecop em comparação com outros grupos, cadeias, cooperativas, com o objetivo de convencer novos potenciais membros?

O nosso principal elemento diferenciador é que temos propostas de valor diferentes para cada um dos nossos óticos, ajudando-os a alcançar os seus objetivos em termos de negócios, formação e marketing. O atendimento personalizado é fundamental para esta empresa.

A vossa globalidade permite-vos ter informações mais sólidas pois trata-se de um grande mercado. Na sua opinião, o que acha que vai acontecer nos próximos 10 anos no vosso setor?

Claramente que vai haver uma reestruturação do mercado. Espanha tem a maior relação ótica vs habitantes da Europa. Dez mil óticas é muito. No que diz respeito aos óticos e aos grupos independentes, penso que num futuro não muito distante haverá uma diferenciação mais clara entre os grupos de compra e as cadeias de imagem, a filosofia é completamente diferente e o ótico independente terá cada vez mais ferramentas para competir com o ótico de cadeia. A visão da Cecop é que serão poucos os players que irão concentrar um número de óticos que sentem que os seus pontos fortes estão na inovação e na digitalização, ajudando-os a destacar-se.

Entrevista completa na próxima edição da revista ÓpticaPro.

2 Setembro 2022
Entrevistas

Notícias relacionadas

APLO apresenta uma “Visão de Futuro” para a optometria

Nos dias 3 e 4 de outubro, a Figueira da Foz transforma-se no ponto de encontro da comunidade optométrica portuguesa. Em entrevista, João Caetano e Rute Araújo desvendam o que podemos esperar das Conferências Abertas de Optometria, organizadas pela Associação de Profissionais Licenciados de Optometria (APLO).

Ler mais 14 Setembro 2026
Entrevistas

Opticalia ABC da Óptica, uma visão com propósito  

Num setor historicamente dividido entre a lógica clínica e a pressão comercial, há quem esteja a traçar um caminho diferente. A Opticalia ABC da Óptica nasceu da escolha consciente de não ir onde havia mais mercado, mas onde havia mais necessidade.

Ler mais 17 Junho 2026
Entrevistas