ISG e INETE organizam webinar sobre sustentabilidade na ótica
Com uma plateia composta por docentes, alunos, empresários e diversas personalidades ligadas ao setor da ótica, o Instituto Superior de Gestão (ISG) e o Instituto de Educação Técnica (INETE) promoveram a 8 de maio, em Lisboa, uma conferência dedicada às práticas ambientais e economia circular. No final todos saíram a ganhar, com a certeza de que há muito mais a fazer nesta área do que a reciclagem. A ÓpticaPro esteve também presente, como media partner do evento.
O primeiro a intervir foi Ricardo Ferro, professor do ISG. Sob o tema “A ética empresarial e a criação de valor partilhado”, a sua apresentação focou aspetos tão díspares como as expectativas dos consumidores e a importância da tecnologia nos dias de hoje. “Não seguimos a recomendação dos economistas dos anos 50 de acharmos que a nossa salvação espiritual é pelo consumo. O incrível para o século XXI é fazer diferente, fazer melhor, por uma economia linear, explorar as matérias-primas, produzir, vender, usar e incinerar pela lógica de proveito, em que tenho uma renda mais estável pelo serviço que presto ao cliente, é mais interessante para o consumidor. O maior negócio do século XXI, como a Google, é renovar anualmente uma licença, o maior desafio é transformar o negócio de venda de produto em “product as a service”. Naturalmente há negócios mais fáceis para adotar este princípio, mas há que identificar necessidades e expectativas dos clientes e a partir daí desenhar soluções que incorporem mais circularidade e tecnologia digital de venda em cada negócio”.
Para Ricardo Ferro, o ideal seria no futuro conseguir programar as lentes e ajustá-las à medida da degradação da vista de cada um, o que representaria um salto enorme para a sustentabilidade. “Estamos a trabalhar para a descarbonização das economias, para a ética, os valores não são intemporais nem universais, estes novos valores da sociedade também vão induzir a novos hábitos de consumo, pelo que a indústria tem de ler estes sinais e adaptar-se rapidamente para encontrar respostas para os novos modelos de consumo, agindo com responsabilidade, defender práticas laborais, respeitando direitos humanos e práticas ambientais e anticorrupção, identificar as maiores oportunidades que vão surgindo, para desenvolver soluções e respostas às comunidades que servimos, o que poderá ser a base para a internacionalização, dado que a sustentabilidade é um campo de oportunidades e não de obstáculos”.
Leia a reportagem completa na ÓpticaPro 240.
28 Junho 2023
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