O fabuloso destino das marcas eyewear independentes

Imagem da notícia: O fabuloso destino das marcas eyewear independentes

Artigo de opinião da autoria de Mario Torre, consultor comercial e de marketing, publicado na ÓpticaPro 196.

Assim se intitulava há uns anos atrás um artigo que surgiu na revista portuguesa ÓpticaPro, sobre a análise do fenómeno das marcas independentes no setor ótico. Com efeito, na última década assistimos à explosão deste setor da indústria ótica, constituído por novas energias e ideias, nascidas em diferentes territórios sobretudo europeus, mas não só.

Agora perguntamos: o destino de todas essas marcas era assim tão fabuloso, ou  envolvemo-nos numa dose excessiva de entusiasmo? Uma coisa é certa, o panorama mudou e finalmente podemos afirmar que novas realidades também apareceram na ótica. É igualmente certo que nem todos esses estreantes tiveram sucesso. Foi um pouco como uma corrida frenética ao ouro, que nem sempre levou ao resultado pretendido.

Em primeiro lugar, como acontece frequentemente na história dos fenómenos bem sucedidos, testemunhamos numa fase inicial uma explosão de novas situações e novas ideias, que se manifestaram especialmente durante as feiras clássicas, que por sua vez também retomaram o vigor e a importância que tinham tido anteriormente.  As feiras mais importantes (as clássicas três na Europa) uniram-se a uma série de pequenas feiras locais, mas muito badaladas (Florença, Copenhaga, Hall Of Frame, etc.), que reavivaram o hábito de visitá-las, já que era possível em cada edição encontrar algumas novidades difíceis de ver noutras situações.

Testemunhamos um fenómeno de contra-tendência: houve uma altura, início de 2000, em que assistir a uma feira de ótica para um operador do setor não fazia muito sentido, a não ser para aproveitar um fim-de-semana de compras em Milão, Paris, Nova Iorque e, nos últimos tempos, também em Munique. O ótico dizia-nos: O que vou fazer a uma feira se os agentes multinacionais me visitam e me mostram as novidades e as novas coleções um mês antes dessa feira? Era uma realidade.  Tínhamos chegado a um ponto em que os agentes chegavam às óticas antes dos lançamentos na feira, transformando essas feiras apenas em lugar de socialização entre operadores.

Mas, a partir de 2010-2015, a participação nas feiras começou a fazer novamente sentido, coincidindo esse momento com a chegada ao mercado do fluxo de novas marcas. 

Leia o artigo completo na nossa edição de setembro.

9 Setembro 2019
Opinião

PUBLICIDADE
Silmo Paris
PUBLICIDADE
Mido 2020
`

Notícias relacionadas