Feira de Óptica em Portugal: sim ou não?

 

Tal como os ópticos portugueses, também a ÓpticaPro se movimenta no acelarado corrupio das feiras internacionais. Em Madrid, em Paris, em Milão e, mais recentemente, em Xangai, a revista recolhe as principais novidades do sector. Constituímos a ferramenta de consulta priveligiada para os profissionais que  buscam oncessantemente novidades. Contudo, estar no recinto onde tudo acontece é, sem dúvida, diferente. Ver, ouvir, cheirar e sentir o ambiente de feira torna-se essencial, assim como captar em primeira-mão as tendências e os momentos marcantes.

Daí a questão que se impõe. Porquê não realizar uma feira de óptica em Portugal? Para alguns, a resposta é clara. “Portugal não possui arcaboiço para acolher uma feira de óptica”, refere Manuel Bilro, da Optivisão de Estremoz. Da mesma forma, José Castanheira afirma que “nesta fase de crise económica seria complicado para o nosso país suportar um evento destes.  Mas as feiras são sempre benéficas, até porque funcionam como ponto de encontro entre colegas”, acrescenta o proprietário do Oculista de Corroios. Para José Milheiro, “as feiras têm tendência para acabar. Os empresários estão cada vez mais desmotivados”. O responsável pela Óptica Milheiro, na Baixa da Banheira, salienta, no entanto, que “os certames correspondem a grandes oportunidades de negócio para os ópticos. É no terreno que consultam as novas colecções'”.

O papel das feiras na conquista de ópticos revela-se indiscutível, já que proporcionam ao expositor uma aproximação directa com potenciais clientes de todo o mundo. “Tudo o que possibilite desenvolver a economia de um país deve concretizar-se”, esclarece Nuno Lopes da Primóptica, sedeada na Figueira da Foz. “E desde que todos adiram, uma feira de óptica em Portugal só pode trazer benefícios. Deve, portanto, existir um trabalho de parceria entre os intervenientes do sector”, acrescenta Nuno Lopes. O proprietário da Optiminho, Carlos Gonçalves, acrescenta que “seria óptimo fazer feiras em território português. Mas, para isso, têm que se reunir os melhores fornecedores e importadores, pois só assim se garante a presença dos ópticos. Sem as grandes marcas, torna-se complicado”.

Quanto às opiniões captadas no ‘site’ da ÓpticaPro, a conclusão é óbvia: sim à realização de uma feira de óptica em Portugal. Segundo os dados apurados, 83,02 por cento dos internautas concorda com a existência de uma mostra no nosso país, enquanto 16,98 opta pelo contrário.

A partir dos resultados, percebemos a vontade que a maior parte dos nossos ópticos tem de desenvolver uma feira por terras lusas. Esta situação demonstra ainda que, apesar das dificuldades económicas sentidas actualmente, a óptica está segura no nosso país e que os seus mais importantes representantes continuam fortes, com desejo de inovar e de crescer.

23 Junho 2010
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