“Tecnologia ‘made in France’”

Imagem da notícia: “Tecnologia ‘made in France’”

ÓpticaPro: Desenvolvem tecnologia de topo em lentes oftálmicas. Como conseguem manter a grande qualidade a um preço tão competitivo?

Jenkiz Saillet: A implantação do nome Novacel prende-se exactamente com os nossos produtos de qualidade e a nossa forma de trabalhar. Actuamos de forma distinta para sobrepor as dificuldades do mercado. Neste sentido, mesmo com o preço elevado da tecnologia Free-Form, optamos por diminuir a margem de lucro durante os próximos três anos, até conseguirmos ganhar um maior arcaboiço. Depois, as margens crescerão naturalmente, assim como o estabelecimento da nossa marca por toda a Europa.


 


OP: Como está a correr a implantação da marca em território francês? É um mercado difícil?


JS: Não propriamente, já que existem apenas cinco grandes empresas em França. Cada firma possui a sua forma de trabalhar e o seu público-alvo.


 


OP: Dizia isto do mercado difícil por causa da Essilor…


JS: De facto, a Essilor é a grande marca em França, tal como em outros países no resto do mundo. Contudo, as pessoas que trabalham com esta empresa laboram com o seu nome e, com a crise económica estabelecida, muitas lojas escolhem marcas como a Novacel. Qualquer firma que tencione actuar no mercado de lentes oftálmicas terá sempre que oferecer qualidade, preço e logística. E na realidade a Novacel possui um excelente produto a um baixo custo, o que significa uma boa oportunidade de negócio para todos os que se preocupam com o factor preço.


 


OP: A Novacel está a ganhar terreno a cada dia que passa…


JS: Sim, pois desde que foi fundada em 1994, a empresa progride todos os dias. Actualmente, assume-se como o terceiro maior laboratório francês, em termos de número de lentes vendidas. Ao contrário dos seus concorrentes europeus, a Novacel cresceu 13 por cento em 2008 e está, cada vez mais, a conquistar uma grande fatia do mercado gaulês.


 


OP: O que motiva este desenvolvimento?


JS: A razão para este sucesso está patente na filosofia que defendemos. Ao invés das multinacionais do sector óptico, que produzem a maioria dos produtos em território asiático, toda a gama de lentes progressivas de tecnologia Free-Form da Novacel são ‘made in France’, no laboratório de Chateau-Thierry. Graças a esta forma de trabalhar, possuímos já 30 por cento do mercado dos ópticos independentes em França.


 


OP: Durante o Silmo, a Novacel integrou oficialmente o portfolio da empresa lusitana EZoptics. Qual o ‘feedback’ que espera do mercado português?


JS: De facto, no decorrer da feira parisiense, a Novacel e a EZoptics assinaram o acordo de distribuição exclusiva em Portugal das lentes fabricadas em França. Auspiciamos, desde já, uma conquista arrebatadora em território luso. Ao contrário do que acontece em alguns países europeus, o mercado português está em constante desenvolvimento. Na realidade, a seguir a França, Portugal é o país onde se vende a maior quantidade de lentes progressivas, devido ao notório envelhecimento da população.


 


OP: Fale-me do vosso novo produto, o Synchrona 4NG…


JS: Este produto insere-se na quarta geração de lentes progressivas fabricadas com tecnologia Free-Form. A Synchrona 4NG surge assim como uma actualização audaz da sua gama, sempre no seguimento da filosofia baseada na melhor tecnologia inerente a preços atractivos. O produto encontra-se disponível com todos os tratamentos da gama Synchrona: Diaplus, Selis XT, Opalis SH, Opalis AST e Airlis AAC, existe em todos os tipos de materiais, tais como o Transitions, Polarizados, Sunsensors, Drivewear, Trivex e Policarbonato, e ainda em todos os índices de refracção desde 1.5, 1.6, 1.67 e 1.74.


 


OP: Quais as grandes vantagens desta nova lente?


JS: Através de um departamento de I&D exemplar, conseguimos diminuir ainda mais a distorção periférica com a Synchrona 4NG, aumentando o conforto do consumidor. Deste modo, a fase de adaptação às progressivas torna-se um processo simples e célere.

7 Janeiro 2010
Entrevistas

PUBLICIDADE
|MIDO 2021

Notícias relacionadas

Daniela Guerreiro: “O mercado da ótica mudou bastante”

Com uma recente remodelação, a Oculista Carioca, nos arredores de Sintra, está mais atrativa e funcional. Com “um serviço de qualidade, seriedade e profissionalismo”, Daniela Guerreiro, há 16 anos na empresa fundada pelo pai, reconhece que o mercado mudou bastante desde então.

Ler mais 20 Julho 2020
Entrevistas

“Iremos colocar em prática uma forte campanha de sensibilização”

Em meados de maio, a Associação Nacional dos Ópticos (ANO) apresentou os resultados do inquérito ao subsector de comércio a retalho de material ótico, pedido ao Centro de Estudos Aplicados (CEA) da Universidade Católica Portuguesa (UCP), com o objetivo de analisar o impacto da pandemia Covid-19 nesta área. Falámos com Fernando Tomaz, presidente da direção da ANO, para conhecermos as principais conclusões do estudo e as medidas que se impõem.

Ler mais 26 Junho 2020
Entrevistas